O que é um Destination Wedding?

O que é um Destination Wedding?

Afinal o que é um Destination Wedding? Damos uma primeira pista: no final deste artigo é bem provável que estejam a fazer as malas! 

 

Trata-se de um casamento fora do local de origem dos noivos (ou noivas!). Para ser “Destination”, ao contrário do que se pensa, não tem necessariamente de acontecer noutro país; poderá ser apenas noutra cidade, por exemplo. 

 

O cenário do vosso casamento é aquele que desejarem: praia, serra, cidade, um castelo? Vocês decidem qual o local que cumpre todos os vossos requisitos!

Para além de não estarem limitados ao tipo de beleza que o sítio onde residem proporciona, um casamento que implique deslocação para outra zona tem a nosso ver outra vantagem: vai durar mais do que apenas algumas horas, podendo tornar-se num evento de vários dias. Claro, também exigirá muito mais planeamento, mas não valerá a pena? Nós achamos que sim!

 

Que diferenças poderá ter a vossa decisão por um destination wedding em detrimento de um casamento na vossa cidade de residência? 

 

Possivelmente terão de rever o número de convidados. A lista poderá ter de ser mais pequena, selecionando apenas as pessoas mais próximas. Habitualmente este tipo de casamentos tem entre 10 a 30 convidados e um clima mais intimista, mas estamos a falar de médias. Querem convidar todos os familiares e amigos? É possível para vocês? Então, porque não?!

 

Diretamente relacionado com o ponto anterior, o orçamento é também um fator a considerar na decisão de realizar um destination wedding. Para além dos aspetos logísticos, há que perceber e deixar claro quem paga a deslocação e estadia dos convidados. Cada um paga a sua ou os noivos encarregam-se dessas despesas? 

Se para vocês arcar com as despesas inerentes a todos os convidados é impossível, podem, por exemplo, informá-los de que não querem presentes: o melhor presente é efetivamente eles estarem presentes. Soa clichê, mas não será verdade? 🙂 

 

As boas notícias: se por um lado, casar fora do vosso local de origem pode encarregar-vos de mais gastos, com deslocações e estadias, dependendo do destino alguns serviços poderão ter preços mais simpáticos. E uma coisa é certa, estarão a proporcionar aos vossos convidados uma experiência única

 

Num destination wedding é imprescindível colocar informações sobre o local no convite de casamento. Deixem aos convidados sugestões de alojamento, indicações sobre o itinerário e digam-lhes qual o dress code ideal para o clima que vão encontrar no destino.

Mesmo que não sejam vocês os responsáveis pelas despesas inerentes ao alojamento, verifiquem, dependendo do número de convidados, se não valerá a pena pernoitarem todos no mesmo local, já que poderá ser mais cómodo e económico.

Tratando-se de um evento menos simples logisticamente e mais longo, existe também maiores probabilidades de alguns convidados não conseguirem participar. É importante informá-los deste grande evento (ainda com) mais antecedência.

 

Ao optarem por casar num outro país devem ter em atenção às diferenças culturais nas tradições relacionadas com o casamento ou até na forma dos fornecedores gerirem o processo. Confiram diferenças no fuso horário (por exemplo, a que horas nasce e se põe o sol?), condições climatéricas e não se esqueçam também de verificar a questão da moeda e, se não for a mesma do local de origem, de realizarem a conversão. 

 

Ok, vemos que estão convencidos. Já foram buscar as malas, mas e agora o que é que precisam de fazer?

 

Se organizar um casamento na vossa localidade já implica alguns desafios em termos de tempo e planeamento, com um destination wedding a vossa vida não estará facilitada, mas vamos a isso! Deixamo-vos algumas dicas:

 

Escolham o local: Fechem os olhos, rodem o globo e apontem para um local. Para alguns casais o sítio ideal é aquele com que sempre sonharam e ainda não tiveram oportunidade de conhecer; para outros será um local que conheceram, possivelmente a dois, e que os marcou. É o vosso dia (ou talvez dias!) e vocês decidem;

 

Definam a data: Se num casamento tradicional tudo deve ser programado com alguma antecedência, num destination wedding é ainda mais relevante. Não se esqueçam de ter em atenção possíveis diferenças de estação e dias comemorativos do destino; 

 

Entreguem o save the date: Nem sempre consideramos essencial, mas quando um casamento se vai realizar fora da vossa área de residência torna-se muito importante. Avisem os convidados do que vai acontecer, quando e onde, tão cedo quanto vos for possível. Depois, no convite e já sem tanta urgência, dão os restantes detalhes;

 

Se quiserem saber a diferença entre Save the Date e Convites leiam AQUI no nosso artigo sobre o tema.

 

Contratem um Wedding Planner: Não é uma tarefa essencial, mas poderá facilitar-vos (muito) a vida. O wedding planner pode ser um profissional do local de origem ou do destino. Vemos algumas vantagens em contratar alguém da zona onde se irá realizar o casamento pois conhecerá as tradições, forma de funcionamento dos fornecedores, especificidades do clima, e pode passar-vos toda essa informação. Poderá fazer visitas físicas por vocês e transmiti-las por videochamada. Resumidamente, ser uma espécie de ponte entre vocês e o vosso destino de sonho;

 

Se quiserem saber mais sobre o que é um Wedding Planner leiam o nosso artigo AQUI.

 

Atenção à burocracia: Passaporte, vacinação, regras com bagagens. Informem-se e informem os vossos convidados. Para além disso, vão querer casar oficialmente no país de origem e realizar uma cerimónia simbólica no destino ou pretendem casar oficialmente lá? Caso a vossa resposta seja a segunda opção é essencial perceberem o que é que isso implica. Que documentação é necessária? Existem limitações? Consultem a entidade responsável. No caso de casais homossexuais é ainda mais importante verificarem a legislação e informarem-se devidamente;

 

Cheguem mais cedo: Façam os possíveis por estar no local dois ou três dias antes para resolverem alguma questão de última hora e também para poderem relaxar um pouco. Aconselhem também os convidados a não chegarem na véspera para evitar imprevistos. Organizem algumas atividades para esses dias, aproveitem para explorar a zona e reforcem a união! 

 

Essas malas já estão feitas? Portugal está na moda e são inúmeros os estrangeiros que escolhem o nosso país para o seu grande dia. E vocês, sonham com um destination wedding desde pequeninos? Que local escolheriam? Contem-nos nos comentários! 

Orientações da DGS para Casamentos e Batizados

Orientações da DGS para Casamentos e Batizados

ATUALIZAÇÃO 14/10/2020

De acordo com as novas regras implementadas para o Estado de Calamidade, que entrará em vigor a partir das 00h00 de 15/10/2020, os eventos familiares marcados a partir do início deste estado de calamidade ficam limitados a 50 participantes no máximo, até novas indicações por parte do governo.

Relativamente a eventos, as restantes medidas abaixo continuam a aplicar-se.

Iremos atualizando a informação e pedimos a todos que se mantenham em segurança.

Hoje falamos de um tema incontornável: estes meses têm sido marcados por incerteza em relação ao futuro dos eventos no nosso país, por isso queremos deixar-vos um resumo quanto às novas orientações da DGS para eventos familiares (casamentos e batizados).

 

Os casamentos e batizados devem seguir as seguintes recomendações:

 

♡ Norma: Caso suspeito – todos os fornecedores deverão ter um plano caso surja um empregado com suspeita de COVID-19, ou seja, que aparente sintomas, que tenha tido contacto com um caso confirmado ou profissionais em locais onde pacientes de COVID-19 são tratados.

 

♡ Orientações acerca de:

 

Plano de contingência:

– Como falámos acima, na “Norma”, todas as empresas deverão ter um plano de contigência não só na eventualidade de haver um caso suspeito ou mesmo uma epidemia de COVID-19 dentro da empresa, mas também de prevenção para que isso não aconteça. Este plano deverá passar pela formação de trabalhadores, pela higienização frequente das mãos, pelo cumprimento da etiqueta respiratória, do cumprimento do distanciamento social, sempre que possível, e da definição de locais de passagem e de isolamento específicos, em caso de necessidade;

 

– Caso haja de facto um suspeito confirmado, a área de isolamento deverá ficar encerrada até que tenha sido feita a sua desinfecção completa. As áreas frequentadas pelo trabalhador com caso confirmado, também deverão ser desinfectadas antes de voltarem a ser utilizadas. As pessoas que tenham tido contacto próximo com o suspeito deverão também isolar-se tanto quanto possível e serão monitorizados de perto pelo Ministério da Saúde.

 

Estabelecimentos:

– Assegurar a etiqueta respiratória adequada através do uso de máscara, particularmente em espaços fechados;

– Colocar à disposição, em vários locais, solução antisséptica de base alcoólica e incentivar o seu uso;

 

Desinfeção:

– Aumentar a frequência de limpeza dos espaços, sempre de natureza húmida e, preferivelmente, com panos descartáveis e de uso único – materiais reutilizáveis devem ser desinfetados após cada utilização;

– Garantir que os profissionais que se ocupam das casas de banho não são os mesmos que limpam as áreas de preparação de alimentos;

– Aconselha-se a que todos os profissionais de limpeza usem equipamento de protecção individual, como máscaras, luvas descartáveis resistentes e bata impermeável.

 

Máscaras:

– Deve sempre lavar-se e desinfectar-se as mãos antes da colocação da máscara e depois de a retirar; 

– Deve evitar-se tocar na máscara enquanto esta estiver em utilização;

– Não é aconselhada a reutilização de uma máscara de uso único;

– O uso de máscara não invalida a necessidade de distanciamento social.

 

Restauração e bebidas (incluindo quintas para eventos):

– Privilegiar o uso de espaços exteriores e reduzir a lotação máxima de forma a garantir o distanciamento de 2 metros (coabitantes estão isentos deste distanciamento);

– Garantir que as mesas e cadeiras permitem este distanciamento de 2 metros – por exemplo através de lugares na diagonal;

– Garantir que qualquer alteração da disposição de mesas e cadeiras é feita por um empregado do local;

– Remover motivos decorativos das mesas;

– Desaconselhar serviços de buffet e self-service.

 

Locais de culto:

– Privilegiar o uso de espaços exteriores e reduzir a lotação máxima de forma a garantir o distanciamento de 2 metros (coabitantes estão isentos deste distanciamento);

 

♡ Informação: Máscaras – de uso único ou reutilizáveis, e colocadas sobre o nariz e a boca, de forma a fazer uma proteção respiratória completa. Para casamentos, máscaras comunitárias (ou seja, reutilizáveis, em tecido e não necessariamente certificadas) são suficientes e obrigatórias em todos os espaços fechados.  

 

Deixamo-vos ainda assim o link para o documento da DGS onde podem verificar mais detalhes: https://bit.ly/DGS_Eventos

 

Qualquer uma destas indicações deve ser revista junto dos vossos fornecedores, pois terão as suas próprias formas de atuação. Para além disso é previsível que existam novas atualizações, das quais vamos, sempre que possível, informar-vos.

 

Caso tenham alguma dúvida, entrem em contacto connosco e teremos todo o gosto em esclarecer o que conseguirmos. ♥

Origem e Evolução das Alianças de Casamento

Origem e Evolução das Alianças de Casamento

A troca de alianças é um momento incontornável na cerimónia de casamento e é quando a união começa a ser selada: os noivos ou noivas olham-se nos olhos, sente-se o amor no ar e todos fingimos que não vemos quando, quase inevitavelmente, um dos anéis não entra no dedo e o recetor lá tem de dar uma ajudinha. E optamos por ignorar essa situação porque, independentemente de a troca de alianças ser fluída ou não, é um momento único para os noivos e nada mais importa senão os votos que estão a ser trocados. 

 

Mas como começou esta parte da cerimónia com todo o simbolismo que lhe está associado? 

 

Não existe uma única origem e, segundo registos históricos, esta é uma das tradições de casamento mais antigas! Tanto o material de que as alianças são feitas, como o local onde são colocadas têm vindo a evoluir com a própria Humanidade, quase desde os seus primórdios. 

 

Julga-se que a mais antiga cerimónia deste estilo data dos tempos pré-históricos, em que os Neandertais atariam o pé da mulher com uma corda para impedir que a sua alma (ou a própria mulher) fugisse. Depois da cerimónia, a corda passaria para o dedo e a mulher ficaria “atada” ao homem dessa forma. 

 

Outra hipótese, um pouco mais bonita e bastante melhor documentada, vem do Antigo Egipto, onde os simbolismos e superstições tinham um grande papel para o funcionamento da civilização em si. 

Neste caso, o anel simbolizava a eternidade, já que a forma circular não tem princípio nem fim. Para os Egípcios, até o espaço interior do anel era de grande importância, pois era considerado um portal para o desconhecido. Assim a troca de alianças num casamento significava o amor eterno do casal, sobretudo pelo facto de o anel ser colocado no quarto dedo da mão esquerda.

 

Não é por acaso que este dedo se chama “Anelar”! Mas porquê especificamente este dedo e esta mão? Não poderia ser o polegar, o mindinho ou qualquer um dos outros? 

 

A resposta é científica! Bem, mais ou menos, tendo em conta que já foi desacreditada (magia da evolução da ciência) mas era no que se acreditava nestes tempos: tantos os Egípcios, como os Romanos e os Gregos, pensavam que o dedo anelar esquerdo tinha uma veia que ligava directamente com o coração, chamada a “Vena Amoris”, que significa “Veia do Amor”. Assim, quando o casal trocava alianças e as colocava neste dedo, estaria a ligar-se directamente ao coração da pessoa amada. 

 

As primeiras alianças eram feitas a partir de um entrançado de juncos e cannabis. No entanto, como estes materiais eram pouco resistentes e não duravam muito, começaram a ser substituídos por outros mais fortes, como por exemplo cabedal, osso e até marfim. 

 

Passemos agora para os Romanos, que eram, de forma geral, um pouco menos românticos. Neste caso o homem presenteava a mulher com um anel como um símbolo de posse, para mostrar a todos os outros que ela lhe pertencia e a mais ninguém. Ao contrário do que acontecia com os Egípcios, a maioria das alianças da Roma Antiga eram gravadas com imagens ou frases e feitas em ferro. Em casos mais raros, na classe alta, também podiam ser oferecidos anéis de ouro e prata: quanto mais precioso o material do anel, maior a prova de amor e a ostentação de riqueza e status, o que era da maior importância naquela época. 

 

Todas estas trocas de anéis para marcar o enlace de duas pessoas ocorreram muito antes de esta prática ser adoptada pela Igreja Cristã, no formato a que nos acostumámos hoje em dia! Na verdade, foi apenas no século IX que esta tradição se iniciou nos casamentos Cristãos, com anéis simples em ouro ou prata para simbolizar a união dos espíritos. 

 

A Igreja Cristã deu também o seu cunho quanto à questão do dedo em que o anel é usado. Quando esta parte da cerimónia foi integrada, pensa-se que seriam os Padres a colocar o anel e que, começando no polegar, tocariam nos três dedos dizendo “Em nome do Pai,” (polegar), “do Filho” (indicador) “e do Espírito Santo” (dedo médio), terminando com “Ámen” e pondo o anel no quarto dedo.

 

Uma curiosidade que gostaríamos também de apontar é que, nos Estados Unidos e Canadá foi apenas após a Segunda Guerra Mundial que começou a existir uma troca de alianças. Até então, qualquer tipo de jóia era considerada um adorno feminino e, por isso apenas as senhoras usavam anel para assinalar o seu casamento. Com a partida de muitos homens para a guerra e a separação inerente das suas esposas, muitos sentiram a necessidade ter algo físico para os ajudar a manter viva a memória de quem deixaram para trás. Assim, pôs-se de lado o preconceito e as alianças passaram a ser uma realidade para todos os géneros, também nestes países. 

 

Apesar de todo o caminho que a Humanidade percorreu, as alianças continuam a ter um papel fulcral nos casamentos e os materiais que as constituem hoje em dia são os mais variados, embora por norma sejam algum tipo de metal precioso como o Ouro (amarelo ou branco), a Prata, o Titânio ou o Ferro. 

 

A sua importância estará, possivelmente, no facto de a aliança ser uma recordação física e constante da ligação entre duas pessoas. E se o coração não esquece, também é verdade que ter algo para ver e sentir é reconfortante, sobretudo em situações de distância. 

 

Nós adoramos descobrir estas histórias e ver como tradições com milhares de anos evoluem para chegar até aos dias de hoje. E vocês? Já estão a sonhar com as vossas alianças? 

 

Cinco Formas de Poupar no Casamento!

Cinco Formas de Poupar no Casamento!

O casamento é um momento muito aguardado pelos casais e poderá também ser um dos seus maiores investimentos. O valor associado a este grande dia pode oscilar consideravelmente em função dos sonhos de cada um, mas estima-se que um casamento em Portugal tenha um custo médio entre os 15.000€ e os 20.000€

Deixamos desde já um bónus que não faz parte das cinco formas de poupar num casamento de que vamos falar: cortem naquilo que não é essencial para vocês! Quase todos os casais dão uma lembrança aos seus convidados no grande dia, mas isso para vocês é importante? Ou não é algo que valorizem quando vão a outros casamentos? Então talvez tenham encontrado um ponto no qual podem cortar de todo ou, talvez, reduzir e dar algo mais simbólico, como uma fotografia vossa com o convidado ou até um donativo para uma instituição. Outro exemplo: os convites não são dos itens que mais vos entusiasmam? Para vocês é mesmo só uma formalidade? Talvez possam abdicar de um serviço profissional e dar largas à vossa criatividade ao fazê-los vocês.

No fundo, o mais importante é que não tenham de prescindir daquilo que terá um impacto positivo no vosso dia ou, se quisermos colocar as coisas nos moldes opostos, que se não existir, vai tornar o vosso dia um pouco menos feliz. 

 

Ora, mas vamos lá saber afinal quais são as cinco dicas que temos para vocês:

 

Do It Yourself 

Façam vocês mesmos! (Ou peçam a amigos!)

Estacionário, decoração, acessórios… A Internet está recheada de ideias! Coloquem mãos à obra e adicionem (literalmente) um toque pessoal ao vosso grande dia.

Estão a fazer um ar de pânico porque não são realmente talentosos nesta matéria? Peçam ajuda a amigos e divirtam-se em conjunto, que é como quem diz, vocês oferecem o jantar e eles dedicam-se aos trabalhos manuais. É uma troca justa, não vos parece?

 

Escolha de Data Estratégica

Isto de organizar um casamento por vezes está ao nível de um verdadeiro jogo de Xadrez. Vamos lá mexer as peças com cuidado! 

Têm a possibilidade de selecionar um dia útil e/ou em época baixa? As datas menos procuradas equivalem a preços mais simpáticos em alguns fornecedores.

A maior preocupação dos noivos (ou noivas!) quando se aborda este tema costuma ser a disponibilidade dos convidados, mas se os convites forem feitos atempadamente, estes muito possivelmente, conseguirão gerir férias e eventuais viagens.

 

Serviços Incluídos no Espaço

O espaço escolhido para a cerimónia e/ou copo d’água já inclui outros serviços como a decoração, animação, photobooth? Se não forem os tais serviços de máxima importância para vocês e para os quais já andam de olho no fornecedor X ou Y, aproveitem! Já estando incluído no valor é menos um peso no orçamento.

Por vezes entre fornecedores existem também parcerias que permitem poupar na aquisição do serviço de outros. Falem com eles, analisem se os parceiros se enquadram nos vossos requisitos e façam contas

 

Serviço Volante

A refeição não é o momento mais importante do dia para vocês? Estamos em Portugal e sentimos que a comida é sempre um assunto muito debatido, mas não é realmente fundamental para todos os casais. 

Alguns espaços têm opções de menus que incluem apenas a refeição volante e/ou em buffet. Se para vocês, fazer uma refeição mais completa, sentados, não é uma prioridade, podem optar por esta hipótese, pois normalmente está associada a um custo inferior.

 

Alugar as roupas em vez de comprar

Verifiquem se não sairá mais em conta alugarem a vossa roupa, em detrimento de a comprarem. 

Para vocês as peças são muito importantes e gostariam que continuassem convosco? Ou não se importariam de as devolver depois do grande dia e estas apenas ficarem recordadas em fotografias? 

Optar pelo aluguer é uma ótima hipótese para quem, por exemplo, quer utilizar uma marca mais conceituada no grande dia, pois nesse formato os preços são bem mais simpáticos. Se aquilo que levam vestido não é dos pontos mais essenciais, podem também utilizar algo emprestado. Quantas avós não ficariam radiantes ao ver as netas casar com os seus vestidos vintage? É uma forma de poupança mas também uma homenagem com um enorme significado.

Qualquer uma destas opções, para além de mais económicas, é também mais ecológica

 

 

E, só mais uma dica de última hora: comecem a organizar o casamento e, consequentemente, a contratar os fornecedores com tanta antecedência quanto vos for possível. Assim evitam custos de serviços realizados com urgência e decisões precipitadas. 

 

Há mais mil e uma hipóteses de poupança na organização deste grande evento e vamos de certeza voltar a este tema mais vezes. 

 

Ficaram com questões sobre este assunto ou outros temas sobre os quais gostavam de ler? Deixem-nos um comentário e teremos todo o gosto em responder-vos.

Escolha do Espaço da Cerimónia e Copo d’Água

Escolha do Espaço da Cerimónia e Copo d’Água

De todos os fornecedores envolvidos num casamento, os do local de cerimónia e copo d’água devem ser os primeiros a ser reservados. É onde a maioria do evento vai acontecer (senão todo, caso a cerimónia seja feita no mesmo local que o copo d’água) e é provavelmente o que vai retirar a maior fatia do vosso orçamento. 

Juntamente com a data, esta é a escolha que irá influenciar tudo o resto (até a própria data, dependendo das vossas prioridades – se o espaço em causa for extremamente importante para vocês, poderão estar dispostos a mudar o dia do evento para o manter). 

 

A primeira coisa a ter em conta é a área geográfica onde o evento vai acontecer: é comum ser próximo do local de origem do casal, mas e se cada um pertencer a áreas diferentes? Há várias opções: 

  • Podem optar pela cidade natal de um dos noivos (ou das noivas). Mas assim sendo, de qual? Recorre-se ao sempre justo e indiscutível método de resolução de conflitos “Pedra, Papel, Tesoura”? É uma opção válida;
  • Ir ao mapa medir os quilómetros de um lado ao outro e escolher o ponto exactamente ao meio. Se calhar no meio de um rio, é apenas uma questão de adaptação;
  • Brincadeiras à parte, o ideal será falarem entre vocês e tentarem perceber se é mais importante para um ou para outro ser no local de origem. Afinal, é apenas uma decisão de uma vida inteira de trabalho em equipa e é importante começar bem. 

 

Caso nenhum (ou nenhuma) faça questão de casar “perto de casa”, podem escolher um sítio que tenha feito sentido para vocês enquanto casal, mesmo que seja mais longe, ou aproveitar para conhecer um lugar novo, dentro ou fora do país de origem (porque não fazer um Destination Wedding, por exemplo?). 

 

Escolhida a área geográfica, é altura de começar a pensar em espaços específicos e para isso convém ter já uma ideia bem definida do vosso orçamento (como referimos, esta será a vossa maior despesa) e do tipo de casamento que querem ter:

  • A cerimónia será religiosa, civil ou simbólica?
  • Preferem um evento ao ar livre, de estilo rústico, ou algo moderno, no interior com mesas em vidro e efeitos de luz?
  • Serviço volante, ou à mesa?

 

Com a resposta a estas questões em mente, é altura de fazer o filtro dos muitos espaços disponíveis para chegarem ao ideal para vocês. 

 

Uma óptima forma de começar esta “filtragem” é atentar às classificações e comentários de quem já usufruiu desses fornecedores:

  • Como é que o local é visto de forma geral, ou seja, qual é a sua classificação e quantos comentários tem?
  • O que salientam as opiniões dos utilizadores de positivo ou negativo?
  • E em caso de comentários negativos, existe uma resposta por parte dos responsáveis do local?  Se sim, como foi?

Este é um ótimo ponto de partida para diminuir o número de opções que se adequam ao que pretendem. 

Há muitos espaços e quintas de casamentos ao longo do país e nem todas têm o mesmo tipo de serviços e preços.

 

Nas chamadas “zonas casamenteiras”, como por exemplo Sintra, é possível encontrar muitos locais dedicados à celebração de casamentos, o que é excelente em termos de variedade de escolha. Contudo, estas zonas podem também tornar-se mais dispendiosas, devido a essa “fama casamenteira”, o que é algo a considerar durante esta busca pelo sítio ideal. 

 

Há ainda que ter em conta que o processo de casamento apenas pode ser aberto seis meses antes da data do evento. Caso a cerimónia seja oficiada por um notário da Conservatória do Registo Civil, esta janela de tempo pode levar a alguma incerteza com a data, mas nada temam! Ao invés de esperarem e na data apropriada começarem a correr para a conservatória mais próxima como para o Colombo em manhã de Black Friday, vale a pena verificar se a conservatória em questão permite uma pré-reserva da data

Esta pré-reserva implica que é possível “guardar” a disponibilidade do notário para a data e hora do vosso casamento, mesmo que o processo não esteja ainda aberto – é uma ótima opção para garantir que tudo acontece nos momentos desejados, mas há que ter em conta que nem todas as Conservatórias aderem a esta modalidade – nada como telefonar e perguntar! 

 

♡ Uma dica nossa para poupar um pouco é abrirem o processo de casamento na Conservatória mais próxima do local da cerimónia, já que a deslocação do notário é paga pelos noivos. Assim, quanto menor a deslocação, mais económica se torna! ♡

 

Foquemo-nos no espaço do copo d’água por uns momentos: algo importante e a não esquecer é que os locais especializados em casamentos, na sua maioria, não fornecem apenas a comida e bebida, mas sim um conjunto de serviços, desde a decoração até à própria animação do evento, mesmo que o preço indicado seja (quase sempre) o valor da ementa por pessoa.

É por isso essencial perceber à partida, o que está incluído – com que serviços podem contar? Têm apenas o espaço e terão de contratar a refeição separadamente? Têm a comida, bebida e sítio para se sentar? Têm toda a decoração garantida, ou existe uma decoração base com upgrades disponíveis mediante um extra? E a animação? 

 

Compreender essas condições ajudará para que possam também gerir o vosso orçamento, pois há que ter em conta que as primeiras impressões podem ser enganadoras, neste caso: um local que vos possa parecer mais dispendioso à partida, poderá não o ser se incluir mais (e bons) serviços do que outros espaços que estejam a analisar. 

Vejamos as coisas por este prisma: imaginemos que estão no supermercado e precisam de comprar um sumo de fruta – os sumos “normais” costumam ser mais em conta, mas se gastarmos um pouco mais com um concentrado, temos um produto que dá para mais de 40 copos, o que acaba por compensar a longo prazo (e não, não fomos patrocinadas por um certo sumo que não será nomeado). 

 

Para além dos serviços incluídos, um fator crucial é a flexibilidade e apoio das pessoas responsáveis pelo espaço. Afinal, é com elas que vão trabalhar durante largos meses (senão anos, dependendo de quando começarem esta aventura de organizar um casamento) e é essencial que haja empatia e compreensão de parte a parte. É parte do motivo pelo qual as visitas aos locais (presencial ou virtualmente caso necessário – viva as videochamadas!) são tão importantes, porque vos permitem conversar e conhecer um pouco as pessoas que se vão ocupar do vosso grande dia. 

 

Por último, queremos ainda falar no que se tem vindo a tornar o nosso lema: Planos B!

Certifiquem-se de que os espaços nos quais estão interessados têm planos alternativos para que nada arrisque o vosso evento. Por exemplo, se existirem geradores de emergência, estarão protegidos em caso de um corte de luz generalizado; ou se o espaço se especializar em eventos ao ar livre, é conveniente ter outras hipóteses em caso de chuva ou vento excessivo.

 

Agora que concluíram este curso, está na hora de começarem a procura pelo local onde a magia irá acontecer! Vamos a isso?

 

Saibam também quais são os outros passos que consideramos essenciais para organizar um casamento aqui.

 

Escolha da Corte do Casamento

Escolha da Corte do Casamento

Antes de mais: o que queremos dizer com “Corte”? Voltámos aos tempos antigos de Reis e Rainhas? Por um dia, vamos dizer que sim! Os membros da Corte são, em suma, as pessoas com destaque no dia do casamento (embora, claro, não tanto como os protagonistas): Meninos das Alianças, Padrinhos, Damas de Honor, etc. 

Esta é uma escolha delicada, pois envolve pessoas para além do casal e há sempre muito “ruído” que nem sempre facilita a decisão: talvez seja importante para a mãe da noiva (ou de uma das noivas) que a tia Alice seja madrinha; talvez o pai do noivo (ou de um dos noivos) queira muito que o filho do primo Joaquim seja menino das alianças; talvez se ouça ou se pense muito “Já viste como a pessoa X ficaria tão magoada se não a convidássemos para participar?”.

E se é verdade que estas situações podem ser complicadas ou desconfortáveis, também é verdade que o dia pertence ao casal e que as pessoas escolhidas para a corte devem ser as que mais fizerem sentido às estrelas da ocasião. A base desta escolha pode ter vários fatores, dos quais salientamos três:

  • A proximidade ao casal: podem ser família, amigos chegados ou até pessoas que tiveram, de alguma maneira, influência na união em causa e que por isso mereçam algum reconhecimento sob a forma de destaque neste dia tão importante;

 

  • Disponibilidade “espiritual” para ajudar na preparação para o evento e ao longo do dia em si: planear um casamento e assegurar-se de que tudo corre bem não é uma tarefa fácil! O casal pode precisar de bastante apoio das pessoas em redor e é importante que se escolham pessoas (quase) tão entusiasmadas com o evento como os noivos e que tenham predisposição para ajudar e tomar certas tarefas em mãos (mas com peso e medida, claro! A existir, deixemos o papel de bridezilla para um dos membros do casal);

 

  • Disponibilidade financeira: Para além de ser um dia repleto de alegria e emoção, o casamento é também um evento naturalmente dispendioso. Assim, para apoiar o casal nesta questão, há certas tradições que dizem que os padrinhos, por exemplo, devem ajudar com algumas despesas,  como é o caso da roupa, alianças, bouquet, etc. Este é um ponto sensível para muita gente e que tem de se ter em conta, sobretudo na gestão de expectativas! Será que as pessoas escolhidas podem ajudar neste âmbito? Será que vocês querem seguir as tradições e esperam que elas o façam? É um tema delicado que, sendo esquecido, pode colocar alguma tensão no ambiente do casamento e nas próprias relações pessoais envolvidas, por isso, convém pensar bem no assunto durante a definição de orçamento e na escolha da Corte.

 

O que é certo, é que por vezes existem mais pessoas importantes do que “papéis de corte” disponíveis. Uma boa forma de contornar esta questão é tentar envolver quem não pode fazer parte deste círculo, por um qualquer motivo: dêem-lhe a responsabilidade de gerir uma actividade, ou peçam-lhe para entrevistar os restantes convidados para o vídeo do casamento! Há mil e uma maneiras para que toda a gente possa participar e o essencial é que todos se sintam confortáveis e felizes nesta ocasião.