Tudo sobre Elopement Wedding

Tudo sobre Elopement Wedding

Este é um conceito que tem crescido bastante em Portugal nos últimos anos e que, atualmente, com uma pandemia mundial e restrições aos aglomerados de pessoas, tem ainda mais pertinência.

 

Mas o que é afinal um Elopement Wedding? Em suma, é a celebração de um casamento com poucos (ou nenhuns) convidados. É, por natureza, um evento mais íntimo, completamente focado no casal, no seu enlace e no amor que têm um pelo outro.

 

Há um certo mistério associado a esta forma de casar, que a torna única e interessante. Embora hoje em dia haja cada vez mais casais a fazê-lo, na sua origem, to elope (fugir para casar) era feito sobretudo quando a família de um ou de ambos os membros do casal não concordava com a união. Assim, para preservar a sua relação, estes viam-se obrigados a celebrar o matrimónio sozinhos e em segredo. 

 

Por outro lado, os filmes de Hollywood trouxeram-nos também uma outra vertente do Elopement Wedding, nomeadamente através das luzes e néons de Las Vegas, onde tantas vezes vemos casais que, em plena alegria alcoólica, se precipitam para um casamento rápido e pouco pensado, sem avisar qualquer familiar ou amigo do que está a acontecer.  

 

Mas bem, então como é que isto se traduz para os dias de hoje e para Portugal? E porque é que um casal optaria por este estilo de casamento? 

 

Para compreender melhor, será mais simples explicarmos primeiro a estrutura mais comum deste tipo de casamentos. 

 

Portanto, libertemo-nos das ideias pré-concebidas que temos sobre o que deve ser um casamento e limpemos a mente, como se quiséssemos meditar – Retiremos os convites, a refeição prolongada com centenas de convidados, o DJ com a grande festa, os brindes, a corte, e por aí adiante até que não haja nada que não esteja diretamente relacionado com o casal. 

 

Neste momento, deveremos ter apenas a cerimónia, o fotógrafo e/ou videografo (para mais tarde recordar!), talvez uma refeição ou algo planeado para um momento a dois e a noite de núpcias. E é isto, essencialmente, que define um Elopement Wedding –  duas pessoas e uma cerimónia íntima num qualquer lugar, sem alaridos nem ruídos que distraem do que realmente importa – o enlace e o amor do casal. 

 

Já vos estamos a ver a sonhar com este tipo de casamento, mas deixem que mandemos mais achas para a fogueira: para além do fator romântico óbvio, há várias razões que poderiam levar a optar por um Elopement

 

  • É mais simples de organizar – como o número de fornecedores é bastante mais reduzido e não há convidados a considerar, há menos a conciliar e por isso, menos horas de labuta;

 

  • É mais rápido – esqueçam o evento que começa de madrugada e que termina às tantas da noite. Este tipo de casamento pode até durar uma hora ou duas – depende apenas e só do que o casal pretende – chega a cerimónia? Junta-se uma refeição a dois? Uma sessão fotográfica? É verdadeiramente uma ocasião ao ritmo dos seus protagonistas;

 

  • É mais focado no casal – tirando a necessidade de entreter convidados, o casal pode verdadeiramente concentrar as suas atenções em si, naquele momento e no significado que têm um para o outro;

 

  • É (ou pode ser) mais económico – pelo facto de ter, normalmente, uma duração mais pequena e por haver mais flexibilidade para acontecer aos dias de semana (já que não têm de conciliar as agendas dos noivos – ou noivas – e dos convidados), os poucos fornecedores que necessitam para ajudar ao vosso dia têm, muitas vezes, preços mais simpáticos. É uma ótima forma de poupar alguns (ou muitos) euros à carteira do casal. No entanto, este não tem, necessariamente, de ser um evento económico! Tudo depende do que o casal pretende – existem versões luxuosas de Elopement (por exemplo em formato Destination Wedding) cujos valores podem facilmente atingir os de um casamento  tradicional. Como tudo o resto, são as escolhas e as possibilidades do casal que formam o evento final; 

 

  • É menos restritivo – Querem uma cerimónia durante a semana? Numa falésia com vista para o mar? Usar calções e chinelos? Neste tipo de casamento, os únicos limites são os vossos sonhos e a disponibilidade do celebrante (tanto de tempo, como para se deslocar ao vosso local de eleição – é melhor ser num sítio que não necessite de escalada para lá chegar)! 

 

Devemos pensar também, no entanto, no lado menos positivo de um Elopement Wedding. Um dos motivos que leva a que os casamentos tradicionais tenham um elevado número de convidados não é apenas pelo facto de os noivos quererem partilhar o seu momento de alegria com os seus familiares e amigos, mas porque os familiares e amigos também querem presenciar esse momento. Por isso, é possível que, se escolherem “fugir para casar” a dois, tenham de lidar com alguma mágoa por parte dos vossos entes queridos. 

 

Mas não se preocupem, estamos aqui para vos dar umas dicas sobre como colmatar esta situação, para que todos compreendam e se sintam parte do processo, apesar de deixarem que o momento chave seja exclusivamente vosso:

 

  • Evitem as surpresas – Há alguma tentação, com este estilo de celebração, para fazer todos os preparativos em segredo e avisar as pessoas mais próximas mesmo antes da cerimónia ter lugar, ou até depois. Isto pode levar a algum ressentimento pelo facto de serem apanhadas desprevenidas e por sentirem que lhes foi “roubada” a hipótese de fazer parte de um momento importante do casal. Uma ótima  forma de evitar isto é, simplesmente, informar que o evento vai acontecer, a sua data e explicar o porquê de quererem fazer um casamento a dois;

 

  • Peçam ajuda com os preparativos – Lá porque a cerimónia será a dois não significa que todo o caminho até lá chegarem tenha de o ser! Peçam uma mãozinha (ou duas) para a escolha do espaço, da roupa ou dos fornecedores! Para além de aliviar um pouco a vossa pressão, também ajuda a que as pessoas à vossa volta se sintam incluídos de algum modo;

 

  • Mostrem fotos e/ou vídeos do evento – Já que não lhes será possível participar presencialmente, mostrem o registo fotográfico e/ou videográfico do vosso enlace aos familiares e amigos! Assim, apesar da ausência, vão poder ver a vossa felicidade e todos os detalhes que dela fizeram parte. Sobretudo se tiverem seguido a nossa dica anterior, será reconfortante para eles verem o fruto do seu trabalho e sentirem que realmente fizeram parte do momento. 

 

Este é, de facto, um modelo especial de casamento, com características muito próprias e que cria um ambiente único para o casal. O que prefeririam vocês? Uma cerimónia íntima a dois ou toda a pompa e circunstância com todos os vossos entes queridos em redor? Deixem-nos a vossa resposta nos comentários! 

O que é um Destination Wedding?

O que é um Destination Wedding?

Afinal o que é um Destination Wedding? Damos uma primeira pista: no final deste artigo é bem provável que estejam a fazer as malas! 

 

Trata-se de um casamento fora do local de origem dos noivos (ou noivas!). Para ser “Destination”, ao contrário do que se pensa, não tem necessariamente de acontecer noutro país; poderá ser apenas noutra cidade, por exemplo. 

 

O cenário do vosso casamento é aquele que desejarem: praia, serra, cidade, um castelo? Vocês decidem qual o local que cumpre todos os vossos requisitos!

Para além de não estarem limitados ao tipo de beleza que o sítio onde residem proporciona, um casamento que implique deslocação para outra zona tem a nosso ver outra vantagem: vai durar mais do que apenas algumas horas, podendo tornar-se num evento de vários dias. Claro, também exigirá muito mais planeamento, mas não valerá a pena? Nós achamos que sim!

 

Que diferenças poderá ter a vossa decisão por um destination wedding em detrimento de um casamento na vossa cidade de residência? 

 

Possivelmente terão de rever o número de convidados. A lista poderá ter de ser mais pequena, selecionando apenas as pessoas mais próximas. Habitualmente este tipo de casamentos tem entre 10 a 30 convidados e um clima mais intimista, mas estamos a falar de médias. Querem convidar todos os familiares e amigos? É possível para vocês? Então, porque não?!

 

Diretamente relacionado com o ponto anterior, o orçamento é também um fator a considerar na decisão de realizar um destination wedding. Para além dos aspetos logísticos, há que perceber e deixar claro quem paga a deslocação e estadia dos convidados. Cada um paga a sua ou os noivos encarregam-se dessas despesas? 

Se para vocês arcar com as despesas inerentes a todos os convidados é impossível, podem, por exemplo, informá-los de que não querem presentes: o melhor presente é efetivamente eles estarem presentes. Soa clichê, mas não será verdade? 🙂 

 

As boas notícias: se por um lado, casar fora do vosso local de origem pode encarregar-vos de mais gastos, com deslocações e estadias, dependendo do destino alguns serviços poderão ter preços mais simpáticos. E uma coisa é certa, estarão a proporcionar aos vossos convidados uma experiência única

 

Num destination wedding é imprescindível colocar informações sobre o local no convite de casamento. Deixem aos convidados sugestões de alojamento, indicações sobre o itinerário e digam-lhes qual o dress code ideal para o clima que vão encontrar no destino.

Mesmo que não sejam vocês os responsáveis pelas despesas inerentes ao alojamento, verifiquem, dependendo do número de convidados, se não valerá a pena pernoitarem todos no mesmo local, já que poderá ser mais cómodo e económico.

Tratando-se de um evento menos simples logisticamente e mais longo, existe também maiores probabilidades de alguns convidados não conseguirem participar. É importante informá-los deste grande evento (ainda com) mais antecedência.

 

Ao optarem por casar num outro país devem ter em atenção às diferenças culturais nas tradições relacionadas com o casamento ou até na forma dos fornecedores gerirem o processo. Confiram diferenças no fuso horário (por exemplo, a que horas nasce e se põe o sol?), condições climatéricas e não se esqueçam também de verificar a questão da moeda e, se não for a mesma do local de origem, de realizarem a conversão. 

 

Ok, vemos que estão convencidos. Já foram buscar as malas, mas e agora o que é que precisam de fazer?

 

Se organizar um casamento na vossa localidade já implica alguns desafios em termos de tempo e planeamento, com um destination wedding a vossa vida não estará facilitada, mas vamos a isso! Deixamo-vos algumas dicas:

 

Escolham o local: Fechem os olhos, rodem o globo e apontem para um local. Para alguns casais o sítio ideal é aquele com que sempre sonharam e ainda não tiveram oportunidade de conhecer; para outros será um local que conheceram, possivelmente a dois, e que os marcou. É o vosso dia (ou talvez dias!) e vocês decidem;

 

Definam a data: Se num casamento tradicional tudo deve ser programado com alguma antecedência, num destination wedding é ainda mais relevante. Não se esqueçam de ter em atenção possíveis diferenças de estação e dias comemorativos do destino; 

 

Entreguem o save the date: Nem sempre consideramos essencial, mas quando um casamento se vai realizar fora da vossa área de residência torna-se muito importante. Avisem os convidados do que vai acontecer, quando e onde, tão cedo quanto vos for possível. Depois, no convite e já sem tanta urgência, dão os restantes detalhes;

 

Se quiserem saber a diferença entre Save the Date e Convites leiam AQUI no nosso artigo sobre o tema.

 

Contratem um Wedding Planner: Não é uma tarefa essencial, mas poderá facilitar-vos (muito) a vida. O wedding planner pode ser um profissional do local de origem ou do destino. Vemos algumas vantagens em contratar alguém da zona onde se irá realizar o casamento pois conhecerá as tradições, forma de funcionamento dos fornecedores, especificidades do clima, e pode passar-vos toda essa informação. Poderá fazer visitas físicas por vocês e transmiti-las por videochamada. Resumidamente, ser uma espécie de ponte entre vocês e o vosso destino de sonho;

 

Se quiserem saber mais sobre o que é um Wedding Planner leiam o nosso artigo AQUI.

 

Atenção à burocracia: Passaporte, vacinação, regras com bagagens. Informem-se e informem os vossos convidados. Para além disso, vão querer casar oficialmente no país de origem e realizar uma cerimónia simbólica no destino ou pretendem casar oficialmente lá? Caso a vossa resposta seja a segunda opção é essencial perceberem o que é que isso implica. Que documentação é necessária? Existem limitações? Consultem a entidade responsável. No caso de casais homossexuais é ainda mais importante verificarem a legislação e informarem-se devidamente;

 

Cheguem mais cedo: Façam os possíveis por estar no local dois ou três dias antes para resolverem alguma questão de última hora e também para poderem relaxar um pouco. Aconselhem também os convidados a não chegarem na véspera para evitar imprevistos. Organizem algumas atividades para esses dias, aproveitem para explorar a zona e reforcem a união! 

 

Essas malas já estão feitas? Portugal está na moda e são inúmeros os estrangeiros que escolhem o nosso país para o seu grande dia. E vocês, sonham com um destination wedding desde pequeninos? Que local escolheriam? Contem-nos nos comentários! 

Orientações da DGS para Casamentos e Batizados

Orientações da DGS para Casamentos e Batizados

Hoje falamos de um tema incontornável: estes meses têm sido marcados por incerteza em relação ao futuro dos eventos no nosso país, por isso queremos deixar-vos um resumo quanto às novas orientações da DGS para eventos familiares (casamentos e batizados).

 

Os casamentos e batizados devem seguir as seguintes recomendações:

 

♡ Norma: Caso suspeito – todos os fornecedores deverão ter um plano caso surja um empregado com suspeita de COVID-19, ou seja, que aparente sintomas, que tenha tido contacto com um caso confirmado ou profissionais em locais onde pacientes de COVID-19 são tratados.

 

♡ Orientações acerca de:

 

Plano de contingência:

– Como falámos acima, na “Norma”, todas as empresas deverão ter um plano de contigência não só na eventualidade de haver um caso suspeito ou mesmo uma epidemia de COVID-19 dentro da empresa, mas também de prevenção para que isso não aconteça. Este plano deverá passar pela formação de trabalhadores, pela higienização frequente das mãos, pelo cumprimento da etiqueta respiratória, do cumprimento do distanciamento social, sempre que possível, e da definição de locais de passagem e de isolamento específicos, em caso de necessidade;

 

– Caso haja de facto um suspeito confirmado, a área de isolamento deverá ficar encerrada até que tenha sido feita a sua desinfecção completa. As áreas frequentadas pelo trabalhador com caso confirmado, também deverão ser desinfectadas antes de voltarem a ser utilizadas. As pessoas que tenham tido contacto próximo com o suspeito deverão também isolar-se tanto quanto possível e serão monitorizados de perto pelo Ministério da Saúde.

 

Estabelecimentos:

– Assegurar a etiqueta respiratória adequada através do uso de máscara, particularmente em espaços fechados;

– Colocar à disposição, em vários locais, solução antisséptica de base alcoólica e incentivar o seu uso;

 

Desinfeção:

– Aumentar a frequência de limpeza dos espaços, sempre de natureza húmida e, preferivelmente, com panos descartáveis e de uso único – materiais reutilizáveis devem ser desinfetados após cada utilização;

– Garantir que os profissionais que se ocupam das casas de banho não são os mesmos que limpam as áreas de preparação de alimentos;

– Aconselha-se a que todos os profissionais de limpeza usem equipamento de protecção individual, como máscaras, luvas descartáveis resistentes e bata impermeável.

 

Máscaras:

– Deve sempre lavar-se e desinfectar-se as mãos antes da colocação da máscara e depois de a retirar; 

– Deve evitar-se tocar na máscara enquanto esta estiver em utilização;

– Não é aconselhada a reutilização de uma máscara de uso único;

– O uso de máscara não invalida a necessidade de distanciamento social.

 

Restauração e bebidas (incluindo quintas para eventos):

– Privilegiar o uso de espaços exteriores e reduzir a lotação máxima de forma a garantir o distanciamento de 2 metros (coabitantes estão isentos deste distanciamento);

– Garantir que as mesas e cadeiras permitem este distanciamento de 2 metros – por exemplo através de lugares na diagonal;

– Garantir que qualquer alteração da disposição de mesas e cadeiras é feita por um empregado do local;

– Remover motivos decorativos das mesas;

– Desaconselhar serviços de buffet e self-service.

 

Locais de culto:

– Privilegiar o uso de espaços exteriores e reduzir a lotação máxima de forma a garantir o distanciamento de 2 metros (coabitantes estão isentos deste distanciamento);

 

♡ Informação: Máscaras – de uso único ou reutilizáveis, e colocadas sobre o nariz e a boca, de forma a fazer uma proteção respiratória completa. Para casamentos, máscaras comunitárias (ou seja, reutilizáveis, em tecido e não necessariamente certificadas) são suficientes e obrigatórias em todos os espaços fechados.  

 

Deixamo-vos ainda assim o link para o documento da DGS onde podem verificar mais detalhes: https://bit.ly/DGS_Eventos

 

Qualquer uma destas indicações deve ser revista junto dos vossos fornecedores, pois terão as suas próprias formas de atuação. Para além disso é previsível que existam novas atualizações, das quais vamos, sempre que possível, informar-vos.

 

Caso tenham alguma dúvida, entrem em contacto connosco e teremos todo o gosto em esclarecer o que conseguirmos. ♥

Origem e Evolução das Alianças de Casamento

Origem e Evolução das Alianças de Casamento

A troca de alianças é um momento incontornável na cerimónia de casamento e é quando a união começa a ser selada: os noivos ou noivas olham-se nos olhos, sente-se o amor no ar e todos fingimos que não vemos quando, quase inevitavelmente, um dos anéis não entra no dedo e o recetor lá tem de dar uma ajudinha. E optamos por ignorar essa situação porque, independentemente de a troca de alianças ser fluída ou não, é um momento único para os noivos e nada mais importa senão os votos que estão a ser trocados. 

 

Mas como começou esta parte da cerimónia com todo o simbolismo que lhe está associado? 

 

Não existe uma única origem e, segundo registos históricos, esta é uma das tradições de casamento mais antigas! Tanto o material de que as alianças são feitas, como o local onde são colocadas têm vindo a evoluir com a própria Humanidade, quase desde os seus primórdios. 

 

Julga-se que a mais antiga cerimónia deste estilo data dos tempos pré-históricos, em que os Neandertais atariam o pé da mulher com uma corda para impedir que a sua alma (ou a própria mulher) fugisse. Depois da cerimónia, a corda passaria para o dedo e a mulher ficaria “atada” ao homem dessa forma. 

 

Outra hipótese, um pouco mais bonita e bastante melhor documentada, vem do Antigo Egipto, onde os simbolismos e superstições tinham um grande papel para o funcionamento da civilização em si. 

Neste caso, o anel simbolizava a eternidade, já que a forma circular não tem princípio nem fim. Para os Egípcios, até o espaço interior do anel era de grande importância, pois era considerado um portal para o desconhecido. Assim a troca de alianças num casamento significava o amor eterno do casal, sobretudo pelo facto de o anel ser colocado no quarto dedo da mão esquerda.

 

Não é por acaso que este dedo se chama “Anelar”! Mas porquê especificamente este dedo e esta mão? Não poderia ser o polegar, o mindinho ou qualquer um dos outros? 

 

A resposta é científica! Bem, mais ou menos, tendo em conta que já foi desacreditada (magia da evolução da ciência) mas era no que se acreditava nestes tempos: tantos os Egípcios, como os Romanos e os Gregos, pensavam que o dedo anelar esquerdo tinha uma veia que ligava directamente com o coração, chamada a “Vena Amoris”, que significa “Veia do Amor”. Assim, quando o casal trocava alianças e as colocava neste dedo, estaria a ligar-se directamente ao coração da pessoa amada. 

 

As primeiras alianças eram feitas a partir de um entrançado de juncos e cannabis. No entanto, como estes materiais eram pouco resistentes e não duravam muito, começaram a ser substituídos por outros mais fortes, como por exemplo cabedal, osso e até marfim. 

 

Passemos agora para os Romanos, que eram, de forma geral, um pouco menos românticos. Neste caso o homem presenteava a mulher com um anel como um símbolo de posse, para mostrar a todos os outros que ela lhe pertencia e a mais ninguém. Ao contrário do que acontecia com os Egípcios, a maioria das alianças da Roma Antiga eram gravadas com imagens ou frases e feitas em ferro. Em casos mais raros, na classe alta, também podiam ser oferecidos anéis de ouro e prata: quanto mais precioso o material do anel, maior a prova de amor e a ostentação de riqueza e status, o que era da maior importância naquela época. 

 

Todas estas trocas de anéis para marcar o enlace de duas pessoas ocorreram muito antes de esta prática ser adoptada pela Igreja Cristã, no formato a que nos acostumámos hoje em dia! Na verdade, foi apenas no século IX que esta tradição se iniciou nos casamentos Cristãos, com anéis simples em ouro ou prata para simbolizar a união dos espíritos. 

 

A Igreja Cristã deu também o seu cunho quanto à questão do dedo em que o anel é usado. Quando esta parte da cerimónia foi integrada, pensa-se que seriam os Padres a colocar o anel e que, começando no polegar, tocariam nos três dedos dizendo “Em nome do Pai,” (polegar), “do Filho” (indicador) “e do Espírito Santo” (dedo médio), terminando com “Ámen” e pondo o anel no quarto dedo.

 

Uma curiosidade que gostaríamos também de apontar é que, nos Estados Unidos e Canadá foi apenas após a Segunda Guerra Mundial que começou a existir uma troca de alianças. Até então, qualquer tipo de jóia era considerada um adorno feminino e, por isso apenas as senhoras usavam anel para assinalar o seu casamento. Com a partida de muitos homens para a guerra e a separação inerente das suas esposas, muitos sentiram a necessidade ter algo físico para os ajudar a manter viva a memória de quem deixaram para trás. Assim, pôs-se de lado o preconceito e as alianças passaram a ser uma realidade para todos os géneros, também nestes países. 

 

Apesar de todo o caminho que a Humanidade percorreu, as alianças continuam a ter um papel fulcral nos casamentos e os materiais que as constituem hoje em dia são os mais variados, embora por norma sejam algum tipo de metal precioso como o Ouro (amarelo ou branco), a Prata, o Titânio ou o Ferro. 

 

A sua importância estará, possivelmente, no facto de a aliança ser uma recordação física e constante da ligação entre duas pessoas. E se o coração não esquece, também é verdade que ter algo para ver e sentir é reconfortante, sobretudo em situações de distância. 

 

Nós adoramos descobrir estas histórias e ver como tradições com milhares de anos evoluem para chegar até aos dias de hoje. E vocês? Já estão a sonhar com as vossas alianças? 

 

Cinco Formas de Poupar no Casamento!

Cinco Formas de Poupar no Casamento!

O casamento é um momento muito aguardado pelos casais e poderá também ser um dos seus maiores investimentos. O valor associado a este grande dia pode oscilar consideravelmente em função dos sonhos de cada um, mas estima-se que um casamento em Portugal tenha um custo médio entre os 15.000€ e os 20.000€

Deixamos desde já um bónus que não faz parte das cinco formas de poupar num casamento de que vamos falar: cortem naquilo que não é essencial para vocês! Quase todos os casais dão uma lembrança aos seus convidados no grande dia, mas isso para vocês é importante? Ou não é algo que valorizem quando vão a outros casamentos? Então talvez tenham encontrado um ponto no qual podem cortar de todo ou, talvez, reduzir e dar algo mais simbólico, como uma fotografia vossa com o convidado ou até um donativo para uma instituição. Outro exemplo: os convites não são dos itens que mais vos entusiasmam? Para vocês é mesmo só uma formalidade? Talvez possam abdicar de um serviço profissional e dar largas à vossa criatividade ao fazê-los vocês.

No fundo, o mais importante é que não tenham de prescindir daquilo que terá um impacto positivo no vosso dia ou, se quisermos colocar as coisas nos moldes opostos, que se não existir, vai tornar o vosso dia um pouco menos feliz. 

 

Ora, mas vamos lá saber afinal quais são as cinco dicas que temos para vocês:

 

Do It Yourself 

Façam vocês mesmos! (Ou peçam a amigos!)

Estacionário, decoração, acessórios… A Internet está recheada de ideias! Coloquem mãos à obra e adicionem (literalmente) um toque pessoal ao vosso grande dia.

Estão a fazer um ar de pânico porque não são realmente talentosos nesta matéria? Peçam ajuda a amigos e divirtam-se em conjunto, que é como quem diz, vocês oferecem o jantar e eles dedicam-se aos trabalhos manuais. É uma troca justa, não vos parece?

 

Escolha de Data Estratégica

Isto de organizar um casamento por vezes está ao nível de um verdadeiro jogo de Xadrez. Vamos lá mexer as peças com cuidado! 

Têm a possibilidade de selecionar um dia útil e/ou em época baixa? As datas menos procuradas equivalem a preços mais simpáticos em alguns fornecedores.

A maior preocupação dos noivos (ou noivas!) quando se aborda este tema costuma ser a disponibilidade dos convidados, mas se os convites forem feitos atempadamente, estes muito possivelmente, conseguirão gerir férias e eventuais viagens.

 

Serviços Incluídos no Espaço

O espaço escolhido para a cerimónia e/ou copo d’água já inclui outros serviços como a decoração, animação, photobooth? Se não forem os tais serviços de máxima importância para vocês e para os quais já andam de olho no fornecedor X ou Y, aproveitem! Já estando incluído no valor é menos um peso no orçamento.

Por vezes entre fornecedores existem também parcerias que permitem poupar na aquisição do serviço de outros. Falem com eles, analisem se os parceiros se enquadram nos vossos requisitos e façam contas

 

Serviço Volante

A refeição não é o momento mais importante do dia para vocês? Estamos em Portugal e sentimos que a comida é sempre um assunto muito debatido, mas não é realmente fundamental para todos os casais. 

Alguns espaços têm opções de menus que incluem apenas a refeição volante e/ou em buffet. Se para vocês, fazer uma refeição mais completa, sentados, não é uma prioridade, podem optar por esta hipótese, pois normalmente está associada a um custo inferior.

 

Alugar as roupas em vez de comprar

Verifiquem se não sairá mais em conta alugarem a vossa roupa, em detrimento de a comprarem. 

Para vocês as peças são muito importantes e gostariam que continuassem convosco? Ou não se importariam de as devolver depois do grande dia e estas apenas ficarem recordadas em fotografias? 

Optar pelo aluguer é uma ótima hipótese para quem, por exemplo, quer utilizar uma marca mais conceituada no grande dia, pois nesse formato os preços são bem mais simpáticos. Se aquilo que levam vestido não é dos pontos mais essenciais, podem também utilizar algo emprestado. Quantas avós não ficariam radiantes ao ver as netas casar com os seus vestidos vintage? É uma forma de poupança mas também uma homenagem com um enorme significado.

Qualquer uma destas opções, para além de mais económicas, é também mais ecológica

 

 

E, só mais uma dica de última hora: comecem a organizar o casamento e, consequentemente, a contratar os fornecedores com tanta antecedência quanto vos for possível. Assim evitam custos de serviços realizados com urgência e decisões precipitadas. 

 

Há mais mil e uma hipóteses de poupança na organização deste grande evento e vamos de certeza voltar a este tema mais vezes. 

 

Ficaram com questões sobre este assunto ou outros temas sobre os quais gostavam de ler? Deixem-nos um comentário e teremos todo o gosto em responder-vos.